Saltar para o conteúdo

A Hyundai ultrapassou os SUV chineses: o novo BAYON é agora mais potente e acessível.

SUV Hyundai Bayon verde em exposição, iluminado pelo sol, dentro de um showroom com janelas de vidro.

Para 2026, a Hyundai simplifica a gama do Bayon em Portugal: sai o 1.2 MPI atmosférico (79 cv) e a versão de entrada passa a usar o 1.0 T‑GDi de 3 cilindros, com 90 cv e 172 Nm. Mais do que os +11 cv, a diferença está no binário disponível mais cedo, o que tende a facilitar arranques, rotundas e subidas.

No uso diário, isso costuma traduzir-se em menos necessidade de “espremer” o motor e menos reduções constantes. Continua a ser um SUV urbano, não um “sprinter”, mas fica mais descomplicado no trânsito e em percursos mistos.

Novo motor base com mais 11 cv e caixa manual de seis velocidades

A motorização de entrada mantém tração dianteira e vem com caixa manual de 6 velocidades. A 6.ª serve sobretudo para baixar rotações em estrada/autoestrada (menos ruído e, muitas vezes, melhor consumo). Em cidade, o que mais se nota é o binário de 172 Nm, que ajuda a reduzir a sensação de “andar sempre a mexer na caixa” no pára‑arranca.

Notas práticas (especialmente num 1.0 turbo):

  • Em frio, o motor costuma consumir mais e responder menos. Nos primeiros 5–10 minutos, evite acelerações a fundo e cargas altas (por exemplo, subir íngreme em 5.ª/6.ª).
  • Evite “arrastar” o motor: se pede muito a baixas rotações, reduzir uma mudança melhora resposta e suavidade - e muitas vezes não piora o consumo.
  • Após esforço prolongado (subida longa, ritmo rápido, carro carregado), faça 30–60 s a rolar suave antes de desligar. Não é obrigatório em todas as paragens, mas ajuda a estabilizar temperaturas do turbo.
  • Seja rigoroso com óleo na especificação correta e revisões. Uso muito urbano (muitos arranques a frio e trajetos curtos) tende a “castigar” mais o óleo do que percursos longos.
  • Combustível: regra geral, 95 RON é o recomendado. Octanas acima disso nem sempre baixam consumos; a vantagem, quando existe, costuma ser mais em suavidade sob carga do que em litros/100 km.

Prestações e consumos: 0-100 km/h em 11,9 s e 5,8 l/100 km (WLTP)

A Hyundai anuncia 0–100 km/h em 11,9 s e 174 km/h de velocidade máxima. Em WLTP, indica 5,8 l/100 km e 132 g/km de CO₂.

O que isto costuma significar na prática:

  • O WLTP é útil para comparar modelos, mas em cidade com trânsito, percursos curtos e A/C é comum ficar acima do homologado. Em autoestrada a 120–130 km/h também tende a subir (muitas vezes +0,5 a +1,5 l/100 km, conforme vento, carga e perfil).
  • Com 90 cv, chega bem para cidade e nacionais. Para ultrapassagens com passageiros/bagagem, conte com reduções e planeamento: a margem sente-se mais no “tempo/espaço” de manobra do que na velocidade de ponta.
  • Pressão de pneus (confirmar pelo menos 1×/mês e antes de viagens) e alinhamento após buracos/impactos fazem diferença real em consumo, desgaste e estabilidade. Barras de tejadilho/porta‑bagagens penalizam sobretudo em autoestrada.

Equipamento da versão Essence inclui ecrã de 10,25” e assistências à condução

A Essence passa a ser a nova base da gama e traz um pacote competitivo para o segmento:

  • Luzes diurnas LED
  • Ecrã de 10,25” com navegação
  • Android Auto e Apple CarPlay
  • Câmara traseira + sensores de estacionamento
  • Cruise control
  • Travagem automática de emergência com deteção de peões e ciclistas

Dica prática: estas ajudas dependem muito de câmara/sensores limpos (chuva, pó, lama e insetos podem reduzir a eficácia). Se trocar o para‑brisas, reparar o para‑choques ou houver um toque na frente, confirme se é necessária calibração - é comum em carros atuais e pode afetar avisos e travagens. E, mesmo quando funcionam bem, não substituem atenção ao volante (especialmente em chuva forte e marcas no piso gastas).

Preço: 24 557 euros, com campanha baixa para 22 260 euros

O preço indicado é 24 557 €, com campanha de menos 2 297 €, ficando nos 22 260 €. Em Portugal, confirme sempre condições: prazo, unidades em stock, cor/jantes e se a campanha exige financiamento e/ou retoma.

Para evitar surpresas, peça o valor “chave na mão” e a simulação completa (TAEG/MTIC no caso de crédito). Confirme também o que pode ficar fora do PVP: despesas de legalização/entrega, extras, seguro e IUC (que varia com cilindrada e CO₂). Se faz muitos quilómetros, pergunte pela periodicidade e custo típico das revisões (mão de obra + consumíveis) e pelo preço de pneus/medidas - são custos reais que, no fim, pesam mais do que 1–2 l/100 km “teóricos”.

Bayon como alternativa no segmento dos SUV acessíveis

Com este motor de entrada, o Bayon fica como uma opção “clássica” entre SUV urbanos acessíveis: dimensões fáceis de gerir/estacionar, turbo com binário útil em uso misto e tecnologia/ADAS suficiente para o dia a dia.

O compromisso mantém-se: quem faz muita autoestrada, anda frequentemente carregado ou quer mais margem em ultrapassagens ganha em comparar versões mais potentes (se disponíveis) antes de decidir. Idealmente, faça um test‑drive com subidas e um troço de autoestrada para perceber ruído a 120 km/h, recuperações e quanta redução de caixa o carro pede no seu uso real.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário